
MPF e Ibama apresentam proposta de regularização ambiental para setor pecuário no Pará
Mutirão para revisão das multas é apresentado como forma de facilitar acordo.
Os pecuaristas paraenses que não estão cumprindo a legislação ambiental ganharam nesta segunda-feira, dia 14 de setembro, uma chance de voltar para a legalidade: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) se propôs a realizar um mutirão para reavaliar as multas aplicadas ao setor, que considera que os valores cobrados estão muito acima do que prevê a legislação.
“Essas propostas só valem para áreas desmatadas até o final de 2006”, explica o procurador da República Daniel César Azeredo. “Aqueles que desmataram depois desse ano e que continuam desmatando estarão automaticamente fora do mercado”, complementa Azeredo, referindo-se ao fato de que o setor frigorífico comprometeu-se com o MPF a não comprar matéria-prima de fazendas embargadas pelo Ibama ou daquelas em que venham a ocorrer desmatamentos no futuro.
Entre frigoríficos, curtumes e exportadores de gado, 13 empresas já assinaram Termos de Ajuste de Conduta (TACs) com o MPF. Os processos judiciais contra essas empresas foram suspensos enquanto os acordos estiverem sendo cumpridos. Pelos TACs, essas empresas só comprarão matéria-prima de fazendas que também assinarem acordos, mas até esta segunda-feira nenhum pecuarista havia aceitado as propostas do MPF, que, em resumo, está apenas exigindo o cumprimento da legislação ambiental.