UFOPA inaugura novas instalações do Laboratório de Arqueologia Curt Nimuendajú
O curso de arqueologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) acaba de ganhar um novo espaço destinado a pesquisas. Inaugurada no dia 30 de maio, as novas instalações do Laboratório Curt Nimuendajú, localizado às margens do rio no Campus Tapajós, o Laboratório representa o esforço da instituição para dotar pesquisadores e alunos de condições de trabalho de análise e salvaguarda de todo material arqueológico oriundo de escavações na região. Na ocasião, foi apresentada uma exposição temporária de material arqueológico lítico e cerâmico, provenientes de escavações realizadas na região do baixo Tapajós. Também foi inaugurada a exposição “Azulejos dos Tapajó”, com telas de Luciana Leal Cavalcante inspiradas nos ornamentos de peças arqueológicas de Santarém.
A cerimônia teve a participação do reitor José Seixas Lourenço, de secretários municipais de Santarém, da superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no Pará, Dorotéa Lima, da coordenadora do Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Denise Schaan, pró-reitores e diretores da UFOPA, professores e pesquisadores da Universidade e de outras instituições.
Para a coordenadora do Laboratório Curt Nimuendajú, Profa. Dra. Lílian Rebellato, o laboratório representa “um avanço significativo na melhoria da infraestrutura, no desenvolvimento de pesquisas dos estudantes de iniciação científica e de trabalhos voluntários e um espaço para pesquisa, discussão e troca de ideias científicas”. A pesquisadora lembra que o laboratório não irá beneficiar apenas estudantes do curso de Arqueologia: “É importante lembrar que a arqueologia é interdisciplinar, que dialoga com várias outras ciências. Os alunos de outros institutos que queiram desenvolver trabalhos interligados vão encontrar as portas abertas aqui, com orientação, coorientação ou simplesmente como colaboradores”, disse.
Sobre Curt Nimuendajú – O nome do laboratório é uma homenagem ao etnólogo alemão Curt Unkel, que chegou ao Brasil em 1903 e atuou como indigenista, recebendo o nome Nimuendaju da tribo Ñandeva-Guarani. Foi o primeiro pesquisador a identificar sítios de terra preta na região de Santarém.