Garimpo ilegal em terras indígenas na Amazônia subiu 1.217% em 35 anos
De 1985 para 2020, a área atingida pela atividade garimpeira passou de 7,45 quilômetros quadrados (km²) para 102,16 km²
De 1985 para 2020, a área atingida pela atividade garimpeira passou de 7,45 quilômetros quadrados (km²) para 102,16 km²
Investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal revelaram que ouro ilegal Yanomami foi comercializado por atravessadores para instituições financeiras acusadas de danos ambientais na Amazônia e lavagem de ouro no Pará
A atividade criminosa põe em risco a saúde e o meio ambiente, especialmente entre os povos Munduruku e Kayapó, no estado do Pará
Missão Caiuá diz estar “a serviço do índio para a glória de Deus”. Recursos para a saúde indígena podem ter sido usados até para contratar empresas aéreas de garimpeiros
Domingo (22), o ministro da Justiça, Flávio Dino, anunciou que oficiaria a PF para apurar os “fortes indícios de genocídio e de outros crimes” relacionados “aos sofrimentos criminosos impostos aos Yanomami”. Omissão de socorro e crimes ambientais serão investigados.
Segundo Weibe Tapeba, os indígenas estão à mercê do crime organizado, porque há muitas pessoas armadas, coagindo [os indígenas] e sem se intimidar com a presença das Forças Armadas
Nota diz que deficiência na oferta de serviços de saúde, falta de distribuição de remédios e presença de garimpeiros na região contribuíram para a situação e que as providências tomadas pelo governo anterior foram limitadas
Os indígenas alertam ainda para a possibilidade de novos confrontos entre Yanomami e garimpeiros, e pede atuação urgente de autoridades e forças policiais para impedir um possível massacre
Os dados constam do relatório “Mapeamento da exploração madeireira na Amazônia”. O estudo inédito identificou e mapeou um total de 377.624 hectares de florestas nativas explorados para fins madeireiros.
Nova rota do crime fica próxima à região onde vivem indígenas isolados do povo Moxihatëtëa. Empreendimento criminoso permite a entrada de máquinas pesadas no território, aumentando em mais de dez vezes o potencial destrutivo do garimpo