Munduruku estão cada vez mais cercados pela soja e agrotóxicos
Situação piorou quatro anos depois da primeira reportagem sobre os Munduruku que vivem no Planalto Santareno
Situação piorou quatro anos depois da primeira reportagem sobre os Munduruku que vivem no Planalto Santareno
Em 10 anos, conflitos entre sojicultores e camponeses expostos ao veneno se agravaram na região do planalto santareno
Alunos e funcionários de uma escola municipal passaram mal e foram levados para uma unidade de saúde, em janeiro deste ano. A pedido do MPF, o Ibama constatou a prática nociva às pessoas e realizou oito notificações. No mês seguinte, mais 30 notificações por intoxicação à mesma propriedade foram feitas pelo órgão ambiental
Estima-se que cada habitante de Mato Grosso tenha sido exposto a 65,8 litros de agrotóxicos em 2018, mesmo sendo algumas dessas substâncias proibidas. A situação é pior no interior, com exposição estimada em mais de 300 litros por habitante a cada ano
Agrotóxicos foram detectados até na caixa d´água da escola do assentamento, onde a contaminação pode inviabilizar a produção agrofamiliar
Ação também cobra monitoramento da água e do solo e indenizações por danos ambientais, materiais e morais a pelo menos duas aldeias da Terra Indígena Alto Rio Guamá e a vila de agricultores familiares Piracema, em Santa Luzia do Pará, além de uma área do município de Capitão Poço, o assentamento Jararaca