Em parceria com Le Cordon Bleu e Casa do Saulo, Museu de Ciência da Amazônia quer implantar projeto de valorização da culinária do Tapajós, no município de Belterra

Malu Morais | AMAZÔNIA EM FOCO
Situado em Belterra, no Oeste do Pará, o Museu de Ciência da Amazônia (MuCA) está fechando parceria com a escola de culinária francesa Le Cordon Bleu, de renome internacional, para dar início ao projeto Le Cordon Bleu Amazônia, que tem como objetivo incentivar a criação de restaurantes comunitários treinados para utilizar ingredientes locais da cultura alimentar do Tapajós, apresentados com técnicas que possam gerar mais valor.
Em seu perfil no Instagram, o MuCA explica que o projeto “representa a união entre o conhecimento tradicional e a alta gastronomia e é também uma forma de explicar a força que esse território ancestral teve no passado com a domesticação dessa biodiversidade”. Destaca ainda que “ter uma sede Le Cordon Bleu na Amazônia, atraindo chefs de todo o mundo para conhecerem essa riqueza de pancs, cogumelos, extratos e aromas, é de uma importância sem precedentes”.
Fundada em Paris em 1895, a Le Cordon Bleu é hoje considerada a maior rede de escolas de culinária e hospitalidade do mundo, com 35 institutos em 20 países e 20 mil alunos de mais de 100 nacionalidades treinados todos os anos.
O projeto Le Cordon Bleu Amazônia será realizado na Casa 1, que integra o conjunto arquitetônico da Vila Americana, e contará com a parceria do restaurante Casa do Saulo, liderado pelo chef Saulo Jennings e eleito duas vezes o melhor restaurante da região Norte do país pela revista Prazeres da Mesa. Também fará parte do projeto o grupo educacional Inspirali, referência nacional em metodologias inovadoras.